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| Ponte Medieval sobre o Sesin e-costa |
A revista Observer publicou um artigo a sugerir que necessitamos dum meio natural para o nosso bem-estar psíquico e físico. Parece comprovado que os ambientes verdes favorecem a capacidade de atençom e memória para além de reduzir a agressividade assim quanto a recuperaçom física.
O escritor H D Thoureau nom estava errado quando escreveu, com certo exagero, 'Acho que nom podo conservar a saúde e o espírito sem passar no mínimo quatro horas por día … sauntering polas matas, colinas e campos, absolutamente isento de todas as obrigações mundanas'. Onde 'sautering' é 'peregrinando' e 'fazendo santa a terra que se pissa'.
Estas palavras quadram bem com a teoría da revitalizaçom da atençom (A.R.T. nas suas siglas em inglês) iniciada por Stephen e Rachel Kaplan ao aperceberem-se da nossa preferência pola atençom de ambientes naturais. Em suma, temos dous tipos de atençom: involuntária e voluntária. A primeira é espontánea e gosta do fascínio enquanto a segunda exige muita energia ao dar-se a resolver problemas e, portanto, pode conduzir à fadiga mental. A fadiga é revitalizada no sono mas também na contemplaçom da natureza.
Em 2008 Psychological Science publicou um artigo sobre umha pesquisa de Marc Berman junto com Stephen Kaplan e John Jonides. Nele 38 estudantes voluntários faziam tarefas que exigiam umha grande capacidade de concentraçom. O grupo foi dividido em duas metades; umha deu um passeio pola cidade enquanto a outra caminhava por um arvoredo. O segundo grupo fijo melhor pontuaçom nas provas de concentraçom.
Dar umha caminhada dumha hora por um parque, tanto tem se com calor ou frio, ou simplesmente ver fotos da natureza melhora a nossa capacidade de atençom e memória. Para Kaplan isso é devido a que os nossos ancestrais evoluírom em plena conexom com a natureza. Ao estarmos com ela, estamos em casa.
Em 2010 Berman e Kaplan resumírom 13 trabalhos sobre a A..R.T. na Perspective on Psychologal Science onde sugerem, entre outra muita cousa, que a contemplaçom da natureza é muito melhor do que entreter-se com a televisom.
Ao invés de aliviar a carga da atençom direta, a televisom tenta procurá-la para evitar que o telespetador mude de canal. O resultado é umha maior irritabilidade ao crescerem as horas perante a televisom. No curto prazo os programas de televisom favorecem o escapismo dos pensamentos do dia-a-dia mas, afinal, impede a mente se centrar em reflexões necessárias.
'O fascínio que parece ser importante na recuperaçom da atençom nom é como o que acontece na televisom,' diz Kaplan. 'A natureza nom é só fascinante dumha forma suave e gentil, ela é também agradável, o que significa que fai com que se poda pensar de jeito mais eficaz sobre questões que nom som confortáveis'.
Verde positivo
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| Cascatinhas Domingos Xavier |
A extensão lógica da A.R.T. é que as pessoas privadas de paisagens naturais irám ter comportamentos de mentes cansadas. William Sullivan e Frances Kuo, da Universidade de Illinois, nos EUA, propugérom que se a atençom fatigada está relacionada com a irratibilidade, e ela leva à agressom, daquela as pessoas privadas do efeito revitalizador da natureza seria mais agressiva.
Sullivan e Kuo testárom a sua premissa em 145 mulheres residentes num complexo de habitaçom social urbana em Chicago. Os investigadores relataram níveis significativamente inferiores de agressom e violência naquelas que moravam perto de zonas verdes.
Como quer que se relacionia a agressividade coma impulsividade, nom surpreende que noutra pesquisa de Kuo, Sullivan e Andrea Taylor encontraram relaçom entre exposiçom à natureza e auto-controlo. Ao estudar 169 mulheres a morar num mesmo complexo, os pesquisadores descobrírom que aquelas com vistas verdes desempenhavam melhor tarefas relacionadas com a disciplina para além de terem melhores notas em testes de concentraçom, inibiçom da impulsividade e capacidade de adiar a gratifiçom.
Estas conclusões sobre agressom e auto-disciplina podem ser transferidas para a conduçom de automóvel. Um estudo testou a habilidade das pessoas de tolerar a frustraçom na estrada em diferentes cenários. As pessoas assistiam a um dos três vídeos de conduçom – umha estrada de vegetaçom densa, outro de vegetaçom esparsa e outro misto – axinha fôrom convidadas para resolver um anagrama insolúvel. As pessoas que figérom a sua viagem numha estrada de vegetaçom densa trabalhárom na tarefa 90 segundos mais do que os outros grupos.
A mostrar os benefícios psicossomáticos dos espaços verdes, Mitchell e Popham do Reino Unido, informárom em 2008 que as populações que vivem perto de ambientes naturais têm melhor nível de saúde do que os grupos afastados das zonas verdes. Na sua hipótese, a desigualdade de renda relacionada com a sua saúde seria menos acentuada nas populações com maior exposiçom a espaços verdes capazes de modificar os caminhos polos quais a situaçom sócio-económica pode levar à doença.
De modo parecido um artigo em Science de Roger Ulrich indicava que os pacientes de hospital cuja janela dava para a natureza registavam estadias mais curtas de pós-operatório, necessitavam menos analgésicos e eram mais positivos do que aqueles que tinham uma janela que dava para uma parede de tijolos.
Ciência nos movimentos sociais
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| Luz Dourada Paulo Brandão |
O trabalho de Mayer e Kahn está polo menos parcialmente no campo ecopsicologia. Amiúdo adotado por terapeutas, a ecopsicologia tem sido considerada mais um movimento social ou visom de mundo do que umha disciplina científica. Mas a chamada de "segunda geraçom" de ecopsicólogos surgiu com a intençom de dar às teorias do movimento uma base empírica.
Esta evoluçom resolveu-se num livro co-editado por Kahn e Hasbach, umha terapeuta clínica do Oregon intitulado Ecopsychology: Science, Totems, and the Technological Species . "Ao colocarmos a palavra Totens” - umha referência à ecopsicologia simbólica, as suas raízes experienciais - "entre Ciência e Espécies Tecnológicas", diz Hasbach, "estamos abraçando ... o reconhecimento do lugar da ciência para promover este campo."
Thomas Doherty, psicólogo clínico em Portland, Oregon, que dá aulas de ecoterapia com Hasbach na Lewis & Clark University, quer adotar métodos empíricos para a ecopsicologia. Editor do jornal Ecopsychology, Doherty diz que o seu objetivo com a publicaçom é "afastar-se do estereótipo" de a ecopsicologia ser um esforço nom-científico. "Sou essencialmente um clínico", diz ele, "mas nom pode funcionar bem sem investigaçom."



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